Meu Refúgio Particular
Marina Couto Barcellos - 41112859
Uma fazenda, no meio do nada,
isolada de tudo e de quase todos, praticamente sem comunicação com o resto do
mundo, a fazenda do meu pai. Longe da cidade grande. É lá o melhor lugar pra se
pensar na vida, pra não fazer nada e tudo ao mesmo tempo, ficar longe da
correria, da agitação, da loucura que é morar em São Paulo. Um lugar em que
tentamos manter o mais natural possível e assim manter as tradições de uma
cidade e de uma fazenda do interior de Minas Gerais. As frutas que consumimos
são do nosso próprio pomar, assim como as verduras, que são plantadas na nossa
horta. O café também é de lá, assim como o leite, diretamente vindo das vacas,
que são propriedades do meu pai. O fogão também não é dos convencionais, é a
lenha, pra fazer aquela típica comida mineira, muito cheirosa. A carne que
comemos vem de bois, vacas, poços, galinhas e etc... que são de lá, e que
matam-se lá mesmo. Enfim, mantemos os costumes para assim termos as mesmas
sensações ao irmos lá, de cidade do interior, calma, pacata.
Ir pra lá é muito mais do que
apenas descansar, tirar uma folga das tarefas daqui, sair da rotina. È entrar
em outro mundo, outros costumes, desacelerar. São outras sensações, de respirar
ar puro, de não ter prazo pra nada, nenhuma hora marcada, nada tarefas a serem
cumpridas. Às cinco horas da manhã ouvem-se os galos cantando, às sete e meia,
o leite chega na janela da cozinha. Entre nove e dez horas o café da manhã fica
pronto, e os misturam-se os cheiros de café que acabou de ser passado, e pão
caseiro que acabou de sair do forno. O dia oficialmente começou.
A cidade mais próxima fica a
trinta minutos dali, chega-se até ela por meio de uma estrada de terra e é
típica cidade de interior mesmo. Pequena, possui uma praçinha, com uma igreja.
Ao redor vários botecos, alguns mercadinhos, uma escola apenas e as casas. Tem
bastante criança, mas também bastante idosos, e que passam muito tempo na rua,
brincando ou jogando conversa fora.
Voltando a fazenda, logo após o café, já começa a preparação do almoço, e o cheirinho muda. Uma mistura de temperos, de gostos, de coisas boas, de lembranças. Afinal, desde que nasci vou pra lá, então cada cheiro traz uma recordação à tona. Tudo devidamente feito no fogão à lenha, pra ninguém botar defeito. E as músicas então, ah que delícia. Depressivas e bregas, mas gostosas de ouvir, e não pense que estou falando desse sertanejo de hoje como Luan Santana, Gustavo Lima e esses mais recentes. São os mais antigos, de raiz como eles dizem lá.
Voltando a fazenda, logo após o café, já começa a preparação do almoço, e o cheirinho muda. Uma mistura de temperos, de gostos, de coisas boas, de lembranças. Afinal, desde que nasci vou pra lá, então cada cheiro traz uma recordação à tona. Tudo devidamente feito no fogão à lenha, pra ninguém botar defeito. E as músicas então, ah que delícia. Depressivas e bregas, mas gostosas de ouvir, e não pense que estou falando desse sertanejo de hoje como Luan Santana, Gustavo Lima e esses mais recentes. São os mais antigos, de raiz como eles dizem lá.
Fiz vários
amigos ao longo de tantos anos lá. E com eles aprendo muito, revejo muita
coisa, conheço outro modo de vida. Cada ida é uma experiência nova, outro jeito
de ver a vida, um jeito mais calmo, menos desconfiado. Meu refúgio particular.

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