Laura Aira de Mello, 04 de Março de 2012
Matrícula:41112522
Matrícula:41112522
Trezentos e sessenta e cinco dias fora de casa; você está sozinho em um lugar
completamente desconhecido com pessoas estranhas, foi assim que eu me senti ao
chegar à Alemanha. País frio, com pessoas frias, completamente oposto ao Brasil
em vários sentidos, principalmente na forma de pensar.
Localização: Pocking – Bavária – Alemanha (Deutschland), com
apenas cinco mil habitantes. O primeiro impacto foi ao chegar e ver o que
supostamente seria “neve”, o que para mim era uma neblina, para eles era um
aviso prévio de irá nevar. O segundo foi chegar numa vila aonde tem como cruzar
a “cidade” inteira de bicicleta em no máximo duas horas e se você quiser pode deixar
a bicicleta na “rua” sem corrente, e o mais importante, sem se preocupar em alguém
querer roubar! Depois me impressionou o respeito que eles têm uns com os outros,
e dificilmente se vê um mendigo ou pedinte pelas ruas, cachorro então nem
pensar.
O primeiro mês com certeza foi o mais chocante; é como se não tivesse dado o tempo de “cair a ficha” de que eu estava sozinha, mesmo morando em uma casa de família com pessoas legais e fazendo amizades na escola, ainda assim, parecia que aquele ambiente não fazia parte do meu “eu”, era tudo muito novo.A partir do terceiro mês é um desespero, ainda não tinha aprendido a língua nativa, sendo que fui para lá apenas com o inglês e com “ich habe hunger und ich habe durst”(tenho fome e tenho sede), mas o pior é que chega um momento de desespero que dá uma vontade de sair correndo e voltar para casa. É nessas horas que tem que ser forte e pensar: “eu não cheguei até aqui para desistir agora”; e como “brasileiro não desiste nunca” pensei: e eu é que não vou ser a primeira.
Passando por altas e baixas depois do quinto mês é garantido que você já saiba pelo menos se comunicar na língua nativa, mesmo que para eles seja como se fosse para nós o “eu estar muito feliz”; claro que se não estudar não tem milagre.
Fora os esforços contínuos para entender o que os outros
dizem; conhecer as tradições e comemorações deles foi algo bem marcante como:
sempre que entrar em casa (qualquer casa) se tira o sapato. A alimentação é bem
variada, ao contrário do Brasil que tem o tradicional arroz e feijão, lá cada
dia tinha algo diferente, se hoje comemos pizza amanha vamos comer salada,
arroz e strogonoff, no outro fazemos churrasco que seria salsichão (würst), carne,
frango e espetinho de legumes (obs.: salsichão não é lingüiça e o de lá é
completamente diferente do daqui sendo que lá tem tipos diversos), eles comem
muita batata e um prato que eu gostei muito foi “Kartoffelgratin” (batata assada
com creme de leite e queijo).
Eles comemoram a páscoa pintando ovos, e comendo muito
chocolate, porem lá não tem o ovo “gigante” de chocolate que nem temos por aqui
o maior lá é de vinte centímetros; o carnaval é completamente diferente, é num
salão aonde se apresentam um musical com baile, o baile é durante os intervalos
da peça; a Oktoberfest é uma festa para se embebedar e ouvir o que eles chamam
de “Volkmusic“ além de ter alguns brinquedos de parque de diversão como montanha
russa, roda gigante, carrinho de bate bate, dentre outros; O natal é bem
parecido com o nosso e as comemoração de fim de ano também, passam bebendo
muito e vendo fogos; com um pequeno detalhe branco e frio de diferença: a neve.
(Ferinha de natal) Ver neve foi incrível, quando esta recente, ou seja, faz pouco tempo que caiu ela é macia; é nessas horas que se brinca de guerra de bola de neve ou constrói bonecos de neve, porém passado um ou dois dias sem nevar, a neve que havia caído fica mais parecida gelo, é mais cristalizada e dura. Época de neve é muito legal, e coincide com as férias, ou seja, esquiar quase todos os dias, tomar chocolate quente e relaxar, menos quando tem que tirar a neve do caminho.
Tive consciência que ao passar tanto tempo fora de casa, expostas
a varias informações novas causando tantas sensações diferentes do comum, foi
para mim o que podemos chamar de “experiência estética”.
Família Richter
Michaela (Micha) e Andréas (Andi)

Hanna
Andréias
Para finalizar uma musiquinha que achei bem legal, mesmo quando não entendia alemão.
Família Richter
Michaela (Micha) e Andréas (Andi)

Hanna
Teresa

Para finalizar uma musiquinha que achei bem legal, mesmo quando não entendia alemão.






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