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segunda-feira, 19 de março de 2012

Escritores da Liberdade (Freedom Writers)

Stephanie Boidak Gomes
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     Algumas pessoas acham que diploma já é o topo. Creio que essas o exibe como um troféu na parede. Sei que a profissão de Professor não é muito valorizada pelos políticos atuais. Travando o idealismo de poucos para o engrandecimento de muitos. Quando a dificuldade não parte deles, vem do próprio Conselho de Ensino. Rígido demais as regras. Ficando cegos á realidade local. Fechando as portas, numa mão única.
     Eis que entre tantos, chega um que faz toda a diferença. Um sabe que mais do ensinar o que está no livro oficial, quer preparar os seus alunos para a vida. A esse que tem o magistério como o seu sacro-oficio cabe, de fato e de direito, o titulo de Mestre.
     Erin Gruwell (Hilary Swank) em vez de seguir a carreira de advocacia, algo trazido da infância por admirar o pai nas causas civis, vai ser professora. Num colégio onde passou a receber alunos da periferia: os de baixa-renda. E uns que cumpriam uma uma condicional por crimes cometidos. Sendo assim para lá de misto. Cheia de motivação, primeiro não recebe um apoio que esperava por conta da diretora. Essa, descarrega toda aversão por ter que receber esses alunos em seu santuário. Ela os despreza.
     Depois, Erin se assusta com os seus alunos. Mas sua determinação, a faz seguir em frente. Em sua odisséia. Seus alunos são como animais feridos. Reagem e agem num circulo viciante até por questão de sobrevivência. Não se tocando que o que tanto criticam no outro, fazem igual. A partir de uma caricatura que um dos alunos fez para ridicularizar um colega de classe negro, ressaltando os lábios, ela também cai na real. De que ali eles formam guetos. E começa a falar do Holocausto. Algo que só um deles sabia o que era. 
     Desde o inicio, o filme prende a atenção. Não se sente o tempo passar. Acompanhamos numa torcida a cada um daqueles alunos que consigam quebrar a corrente do preconceito. Que hispanos, asiáticos, negros e um único "branco" sintam-se iguais. Ao tentar fazer com que leiam o "O Diário de Anne Frank", a diretora proibe. Os livros do acervo não são para eles, diz ela. Incrível, uma biblioteca proibida aos carente; por temer que irão destruir. Por essa, e outros impedimentos mais, Erin resolve ter outros trabalhos; uma renda extra. Para dar aos seus alunos o que a escola nega. Então cada um deles constrói o seu diário.
     A cada satisfação, a cada acesso obtido na mente de seus alunos, fazendo-os pensarem por si mesmo no quanto agiam errado, a cada pequeno sucesso deles. Além das duchas-frias da diretora, mas dela ela já tirava de letra. Erin tem um balo em seu casamento.
     Aqui, mostrando carreira e casamento de uma mulher. Algo bem real. Mas como também não tão irreal, o de um homem não segurar a barra em ver a sua esposa crescer, quer seja em sua profissão, quer seja no seu talento. Erin esta radiante. Investindo em si mesma, até por conta de que esta em seus planos, mais a frente, construir uma familia: filhos. O contrario do marido que já não tinha ambição alguma.
     É um filme que tem muito a comentar, mas para não tirar mais a emoção que irão sentir, paro a historia por aqui. Fica a certeza de que houve momentos que meu corpo arrepiou, noutros, que não retive as lagrimas. Minhas faces ficaram umedecidas ate o final do filme. Um filme que vale a pena ver e rever sempre!

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