Mark Alan Halliden - 41112913
Era maio de 2001, eu tinha 9 anos e estava na escola. Estava na hora do recreio, no pátio, cheio de crianças brincando. Haviam montado um palco de madeira para apresentações de teatro da 4a série, mas estávamos usando para brincar de pega-pega. Corríamos de um lado para o outro, o barulho de crianças gargalhando enchia o ar. No meio de toda confusão eu tropecei e cai de joelhos no chão. De repente, um silêncio, preto. Eu apertava o joelho com força com os olhos fechados. Sentia uma dor profunda e minhas mãos tremiam. Levantei a cabeça e abri os olhos lentamente. Todas crianças estavam paradas, em silêncio, olhando para mim. E o que parecia ser de forma sincronizada, todas gritam horrorizadas e correm para as suas salas. Eu não estava entendendo nada, foi daí que olhei para baixo e soltei as mãos ensanguentadas do meu joelho. Tentei levantar, mas minha perna estava presa ao palco. O sangue escorria sem parar e eu não sabia o que fazer. Eu consegui ajoelhar em um prego enferrujado e estava preso ao palco e fazer um buraco de 8 centímetros. Primeiro chega a minha professora, depois a moça que cuidava dos "machucadinhos", elas conseguem me puxar e tirar de lá, mas não sabiam o que fazer, nem onde me levar, pois na escola não havia enfermaria. Pegaram um pano, enrolaram em volta da minha perna e em seguida ligaram pra minha mãe. A cara da minha professora estava branca, ela estava desesperada. Após um tempo, a minha mãe chegou e me levou para o hospital. Chegando lá, cortaram a minha calça e tiraram meu ténis e minha meia, que estavam manchados de vermelho. Desinfectaram a ferida e, como eu nunca tinha tomado injeção anti-tétânica antes, tomei 3 seguidas, tomei 12 pontos e engessei a perna. Foram 9 dias seguidos de mais injecções, e como se isso já não bastasse, no décimo dia, consegui tropeçar, dobrar a perna e rasgar todos os pontos, voltando ao hospital.

Nenhum comentário:
Postar um comentário